segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Japa Yoga é a meditação baseada na repetição do mantra e utiliza um Mala, um cordão de contas



JAPA YOGA é um sistema de meditação que o praticante utiliza um cordão de contas para repetir mantras de forma concentrada e relaxada. Significa a união do ser com a existência superior através da rotação da consciência.

“A repetição do mantra purifica o coração e tranquiliza a mente, trazendo à superfície elementos escondidos no subconsciente, como medos e desejos, que surgem na forma de imagens e pensamentos. O praticante observa o que vêm à mente como um expectador inabalável e continua a prática do Japa. Essa prática promove uma limpeza de impressões passadas e de desejos futuros que são naturalmente eliminados, removendo os obstáculos que impedem a meditação e a experiência do nosso verdadeiro ser em estado de consciência, paz e felicidade.

ORIGEM
Essa técnica de meditação, além de muitas outras, tem origem no Tantra, uma ciência ancestral de mais de 5000 anos que trata de diferentes sistemas destinados a aumentar a velocidade da evolução humana. O Swami Satyananda Saraswati redescobriu e escreveu sobre essas técnicas de uma forma que possam ser compreendidas e praticadas. Essa foi uma de suas inúmeras contribuições para a civilização que busca uma compreensão mais profunda da base da vida.

Swami Satyananda nasceu em 1923, em Uttar Pradesh, India. Em 1943 encontrou seu mestre Swami Sivananda, em Rishikesh, onde viveu até 1955, quando deixou o Ashram de seu guru para viver como peregrino até fundar em 1963 o International Yoga Fellowship e, em 1964, a Bihar School of Yoga.  Escreveu mais de 80 livros e viajou por diversos países ao longo de 20 anos. Em 1987 fundou o Sivananda Math, uma instituição de ação social dedicada a  ajudar o desenvolvimento rural de áreas carentes ao redor do Ashram de Rikhia Dam, além de fundar o Yoga Research Foundation, dedicado às pesquisas científicas com Yoga. Em 1988 renunciou a todos os seus cargos e foi viver como Paramahansa Sannyasin (líder espiritual iluminado) buscando servir como um agente de transformação e melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade. Viveu até 5 de dezembro de 2009, quando realizou o Mahasamadhi,  ou seja, “a morte por escolha”, no Ashram em Rikhia, no estado de Deoghar, India.

  Em um dos muitos livros escritos por Swami Satyananda Saraswati, Meditations from the Tantras”,               publicado pela Bihar School of Yoga, na India, em 1974, o editor Swami Nischalananda Saraswati ressalta na      introdução do livro que “todas as almas iluminadas têm dito a mesma coisa usando palavras diferentes, nas mais  diferentes religiões e filosofias: olhem internamente e conheçam o criador”. Assim também disse Krishna, no  Bhagavad Gita: “Meditação é melhor que conhecimento intelectual”.

Devemos aprender com as experiências de outras pessoas que o caminho da evolução espiritual é interno.
O caminho mais simples e inicial está na prática dos ásanas do yoga, seguidos de estágios mais avançados de concentração e meditação buscando o mais alto nível de consciência.
A mente mais grosseira é a nossa parte mais racional e instintiva. A mente mais sutil é nossa parte mais intuitiva, criativa e espiritual, e através dessas camadas mentais aumentamos nosso nível de consciência.

Swami Nischalananda recomenda que experimentemos vários métodos e encontremos aquele que tem mais a ver conosco.
Mas adverte: para obter sucesso na meditação é essencial mudar nossa mente.

A procura da felicidade tem um caminho simples: AUMENTE SUA CONSCIÊNCIA, mergulhe nas profundezas de sua mente, uma viagem interna onde você encontra a paz que transcende todos os outros tipos de paz. Entre em contato com um contínuo estado de contentamento.

O MÉTODO para alcançar a felicidade e o contentamento é MEDITAR. 

PRATICAR é o CAMINHO.    DESPERTE SUA MENTE!

As práticas de meditação são excelentes para confrontar nossos complexos, fobias e conflitos que estão escondidos normalmente nos recessos inacessíveis da parte inconsciente da mente. Cada pessoa pode ser seu próprio psicanalista.
No yoga, a mente é vista como uma entidade com diversas camadas, das grosseiras às mais sutis, aspectos instintivos, intuitivo, inspiracional, criativo e espiritual.
Uma vez que os problemas são reconhecidos eles podem ser removidos pela autossugestão e pelo sistema de “dessensibilização” psíquica. A vida pode se transformar na direção da integração e felicidade.

A PRÁTICA É NECESSÁRIA!

As técnicas de meditação que tem origem no TANTRA são técnicas práticas para qualquer pessoa que tenha o objetivo de tornar toda ação da vida num ato de prática espiritual. Depois de alguns milênios de sua criação, muito antes de qualquer religião existir, o Tantra se uniu ao Vedanta e criaram o sistema de YOGA, tão popular hoje. É anterior aos Upanishads e Sutras, integrou-se a eles.


 JAPAMALA  - cordão para repetição

JAPA = repetição                MALA = cordão
O texto Mantra-Yoga-Samhitâ (do século XVII) é dividido em dezesseis partes e a 14ª parte é sobre o JAPA,       a repetição, que pode ser:
mental (mânasa ou manasika), silenciosa (upâmshu) ou em voz alta (vâcika ou vaikhari)e a escrita(likhita)
TAJJAPAS TADARTHA BHAVANAM                                                                                            
Tat = aquele   Japah = repetir   Tat = aquele   Artha = significado  Bhavanam = reflexão                                 Repeti-lo com reflexão sobre seu significado é uma ajuda.
Esse é o SUTRA 28 do Livro Um – Samadhi Pada – Texto da Contemplação, contido nos Yoga Sutras de Patanjali, que apresenta a teoria do yoga e explica sobre a técnica do Japa.
Segundo a definição da Wikipédia (enciclopédia livre): Japamala é um objeto antigo de devoção espiritual, conhecido no ocidente como rosário de orações, sendo utilizado para ajudar nas orações como marcador. Existem de diversos tipos, tamanhos e materiais e podem ter uma quantidade diferente de contas, de acordo com a cultura ou religião.

Na tradição do yoga, o cordão de contas chamado JapaMala é usado na meditação com a mentalização ou verbalização de um mantra. Com a prática dessa técnica criamos um ritmo e uma concentração intensa da mente apenas no mantra, esvaziando-a de pensamentos e trazendo a conexão do corpo com a nossa essência.  É um meio pelo qual conseguimos identificar os padrões mentais de nossos pensamentos e conquistar uma mente tranqüila.


Como usar o JAPAMALA
No livro “Yoga Prático” Pedro Kupfer explica que utilizamos o málá para auxiliar-nos a manter o ritmo durante a prática de meditação e também para contar o número de repetições. Geralmente um colar de 11, 24, 27, 54 ou, mais comumente, 108 contas de sândalo, rudráksha ou outro material natural. Há ainda uma conta extra, chamada meru, que representa o eixo do mundo, símbolo igualmente da sushumná nádi, ou o próprio mestre.
Tomando-o na mão, deslize as contas uma a uma pelos dedos polegar (elemento fogo -manipura -1º chakra – inteligência universal) e do meio da mão direita (elemento espaço – vishuddha – 5º chakra – inteligência da igualdade), contando a partir da primeira conta junto àquela que está separada do fio principal, chamada meru. Puxe as contas do Mala sempre em sua direção, uma a uma, usando seu polegar para puxar cada conta, enquanto recita o mantra escolhido,  movendo para a próxima conta até completar a série de 108 contas.
 A cada conta corresponde uma repetição do mantra. É importante não passar por cima da conta principal, ou seja, a conta que representa a Divindade, o meru. Deve-se virar o Japamala e continuar as repetições na direção inversa, quantas vezes quiserem, mas sempre que chegar à conta principal deve-se retornar e jamais passar por cima.
O ritmo do japa pode ajustar-se à respiração, à pulsação sanguínea ou estabelecer-se mentalmente, sempre na mesma cadência. Com a repetição, a mente se mantém envolvida e os pensamentos não conseguem se conectar livremente, impedindo assim outras funções da mente, como memória e reflexão. É uma forma de aprender a permanecer alerta ao surgimento dos pensamentos e reconhecer o intervalo entre eles, onde há o silêncio, a tranquilidade, a paz.

Shri  Swami Sivananda recomenda sentar-se em posição firme e confortável direcionado para o oeste (lugar do sol nascente), num lugar calmo, limpo e adequado para meditar, de preferência ao nascer do sol e ao anoitecer, horários mais favoráveis para a meditação. ”Faça-o vagarosamente, com sentimento, com perspicácia da mente e sincera devoção”.  Também recomenda permanecer 10 minutos em silêncio após terminar o Japa, antes de retornar às atividades normais. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

AYURYOGA:equilíbrio dos Doshas através do Yoga


AYURVEDA E YOGA
Desde a sua origem, há mais de 5.000 anos, o Yoga sempre caminhou junto com a Ayurveda e são mencionados nos Vedas e nas Upanishads, textos mais antigos da humanidade.

“ Yoga é a ciência da união com o Divino, com a Verdade, e o Ayurveda é a ciência da vida. Yoga participa com o Conhecimento e o Ayurveda com a perfeita saúde. Portanto, um yogi que não conhece o Ayurveda é um meio-yogi e um terapeuta ayurvêdico que não conhece o Yoga é um meio-terapeuta ayurvêdico. O objetivo do Yoga é a união com o Ser Supremo, mas essa união só pode ser obtida quando você tem um corpo saudável, uma mente saudável e uma consciência saudável. Assim, Yoga e Ayurveda são os alicerces da vida. São as duas faces de uma mesma moeda. Eles são Um. Ásana, pránáyáma, relaxamento, mantra e meditação são algumas das principais prescrições do Ayurveda“ .
Depoimento feito pelo Dr. em Ayurveda, Dr. Vasant Lad,.

Do livro “ Yoga for Your Type”, de David Frawley e Sandra Kozak, as seguintes definições esclarecem as duas ciências da seguinte forma:

Yoga em sânscrito significa União.
Através das posturas e técnicas respiratórias nos ensina a dissolver os bloqueios como medo, ansiedade, stress, e limitações impostas por nós mesmos. Ajuda a desintoxicar a mente e o corpo através do trabalho com glândulas e órgãos e todos os sistemas do corpo, incluindo o energético, físico, mental e espiritual.

Ayur em sâncrito significa Vida. Veda significa Conhecimento.
A Ayurveda é a ciência que descreve os benefícios e desvantagens, as alegrias e tristezas da vida, além do que é bom e ruim para a vida, como também a própria dimensão da vida.
O yoga clássico é um caminho para o autoconhecimento através da nossa união com a consciência pura que transcende o mundo externo e suas limitações.

Yoga e Ayurveda refletem a idéia védica que devemos viver de acordo com nossa natureza única e suas capacidades particulares.

Segundo o Ayurveda todos possuímos diferentes tipos de constituição individual na mente e no corpo. As necessidades de um tipo em termos de comida, exercícios e estilo de vida serão diferentes de outros tipos.

Num artigo do professor Pedro Kupfer sobre os Sutras 12,13 e 14 de Patanjali, no Cadernos de Yoga 09, “Foco, atitude correta e desapego”, seu comentário sobre o sutra 13 - Abhyasa e a importância da prática diária, Kupfer diz que
“Abhyasa significa repetir e por isso é necessário que cada um ache sua prática pessoal, seu próprio sádhana, através da auto-observação (svadhyaya), do conhecimento de um amplo leque de técnicas, bom senso e objetividade”.

“Em termos de prática, não existem no Yoga receitas universais.
Existe sim o YOGYA, a possibilidade de adaptar as diferentes técnicas e práticas às condições, habilidades e necessidades de cada um.”

Fundamentando-se também nas afirmações do Hatha Yoga Pradipika:

“A função principal da prática dos ásanas é reduzir rajas e aumentar sattva”.

Os ásanas são um veículo da energia no corpo para ajudar
no equilíbrio dos doshas.

No livro “Ayurveda e a Terapia Marma”, do Dr. Avinash Lele, Dr. David Frawley e Dr. Subhash Ranade, encontramos mais recomendações nesse sentido:

“Um dos principais objetivos da prática do ásana é garantir o correto fluxo de prana através das diversas regiões marmas.”
“Os ásanas podem ser usados para estimular e equilibrar os marmas de diversas maneiras. Da mesma forma, certos marmas podem ser manipulados enquanto uma pessoa realiza diversos ásanas,
com o intuito de aumentar seus efeitos”.

Os pontos Marmas (zonas vitais e sensíveis do corpo; principais juntas e orifícios que contém espaço e retém ar ou energia) se tornam centros-chave de energia para a prática do yoga e as posturas afetam a energia contida nos membros do corpo, nas juntas e na espinha, áreas que possuem pontos importantes. A prática de pranayamas, bandhas e meditação também ativam esses pontos, liberando energia e equilibrando os doshas.

Os marmas estão ligados aos nadis (nervos sutis) e aos chakras (centros de energia) do corpo delgado e da mente. Eles controlam a ligação entre os corpos físico e sutil (prânico) e o intercâmbio de energia e informações entre eles.

As três principais regiões marmas – cabeça, coração e bexiga ou abdome inferior – são as três principais zonas de sensibilidade do corpo. Embora todos os órgãos e estruturas do corpo possam estar relacionados a todos os três doshas de alguma forma, o abdome inferior e sua ligação com os órgãos urinários e excretórios está mais relacionado ao Vata, o coração e sua ligação com o sangue está mais conectado ao Pitta e a cabeça com sua complexidade de nervos e tecidos do cérebro se refere ao Kapha.

De acordo com o Sushruta Samhita:

“Os marmas são lugares onde os três doshas (Vata, Pitta e Kapha) estão presentes, junto às suas formas sutis, como o prana, tejas e ojas e as três gunas de sattva, rajas e tamas”.

Isso significa que os marmas controlam não apenas a forma exterior dos doshas, mas também suas essências internas ou formas dominantes (prana, tejas e ojas) e também a mente (sattva).


 Ásanas que estimulam os pontos marmas :

Posições sentadas em geral, em especial Padmasana, servem para fechar e proteger os marmas, para a prática da meditação e para a interiorização de nossas energias do prana e da mente.

As torções são geralmente excelentes para desprender a energia marma, melhorando assim o fluxo de prana através dos nadis, principalmente para os marmas das costas, nos quadris e nos ombros.

Posições em pé e de alongamento (trikonasana, virabhadrasana, parsvakonasana ou padangusthasana) servem para abrir e expandir o sistema marma, ligando-o a fontes externas de prana e vitalidade.

Flexões para trás (como ustrasana e urdhva dhanurasana) geralmente abrem os marmas localizados no peito e na frente do corpo e podem estimular fortemente a energia marma.

Flexões para a frente (como janu sirsasana, marichyasana e paschimotanasana) são melhores para os marmas nas costas do corpo e são mais calmantes para a energia marma.

Posições que trazem o peito para a frente, como a do cachorro que olha para cima e a posição cobra (urdhva mukha svanasana e bhujangasana) são boas para estimular os marmas do peito.

Posições invertidas ajudam a estimular os marmas na cabeça e na região superior do corpo, dependendo da natureza da inversão. As posições com a cabeça erguida são muito poderosas para os marmas na cabeça. Os ombros levantados são excelentes para os marmas no pescoço.

 PRAKRITI (a matéria) e os GUNAS (suas qualidades)

Segundo o Sámkhya, a filosofia pré-vêdica que embasa o Yoga e o Ayurveda e que classifica e estuda todo o processo da Criação do Universo, essa Criação começa a partir da interação de um princípio espiritual, transcedental, Purusha, com um princípio vital, material, Prakriti, que manifesta as qualidades da natureza material através dos três gunas.

A importância das qualidades da matéria, Prakiriti, é que sempre estão presentes em todos os estados de consciência e revelam nosso estado mental e espiritual:

• SATTVA = LUZ, potencial espiritual, equilíbrio, conhecimento, inteligência, paz, pureza,mente (equilíbrio)
• RAJAS = MOVIMENTO, potencial da vida, transformação, processos mentais, expansão, prana, atividade, paixão (relação com Vata e Pitta)
• TAMAS = INÉRCIA, potencial da matéria, ignorância, erro, apatia, corpo, a fala (relação com Kapha)

Da combinação dos Gunas surgem os cinco elementos (PANCHA MAHA BHUTAS):

TERRA, ÁGUA, FOGO, AR e ÉTER

No plano sutil as energias de PRANA, TEJAS e OJAS, relacionadas diretamente a
Vata, Pitta e Kapha, são essências vitais que alimentam os Doshas no plano físico.

PRANA: ar; força vital; consciência superior (ponto Marma: bexiga)
TEJAS: fogo; luz interior; pensamentos; percepção (ponto Marma: coração)
OJAS: água; vigor; essência do alimento; calma (ponto Marma: cabeça)

Das diferentes freqüências ou vibrações dos elementos surgem os DOSHAS.

OS TRÊS DOSHAS: VATA, PITTA E KAPHA

Os doshas ou estados de espírito biológicos são os fatores mais importantes por trás da saúde e da doença. Para que possamos entendê-los com mais facilidade podemos compará-los às três forças em funcionamento na atmosfera:
– Vata como o vento;
– Pitta como o calor (principalmente a força do sol)
– Kapha como a umidade (tanto na Terra como na atmosfera).

O vento, o calor (temperatura) e a umidade em sua interação criam todos os diferentes padrões de tempo no planeta Terra. Eles são responsáveis por todas as mudanças de temperatura e pelo clima externo, conforme flutuam ao longo das estações do ano. Da mesma forma, os três doshas agem sobre nosso clima interno ou atmosfera interna por meio de suas interações infinitas de movimento (Vata), calor (Pitta) e umidade (Kapha), por meio dos ritmos de tempo e do processo de envelhecimento. A saúde consiste no desenvolvimento preciso e na interação harmoniosa dos três doshas. A doença é causada por seus desequilíbrios, excessos e movimentos inadequados.

Através da prática do Yoga, em seu sentido mais profundo, a experiência da auto-realização a que se propõe, é possível elevar nossa consciência a um nível que transcenda dor e sofrimento, carma e renascimento, e através de ásanas (posturas físicas), pranayamas (controle da respiração), bandhas (fechos energéticos internos) e mantras (sons que protegem a mente) equilibrar os doshas.

(livro “Ayurveda e a Terapia Marma” -Dr. Avinash Lele, Dr. David Frawley e Dr. Subhash Ranade).

 Para promover o equilíbrio de todos os Doshas, todos os tipos devem praticar:

 Pawanmuktasana - a série Pawan (vento) Mukta (liberar) Ásana (postura) é uma das mais importantes e tem um profundo efeito na mente e corpo humanos, sendo uma das ferramentas mais úteis para o gerenciamento de desequilíbrios e manutenção da saúde.
É uma contribuição especial da Bihar School of Yoga e dos ensinamentos de Paramahansa Satyananda.. É a primeira série ensinada no hatha yoga e é essencial para a fundação firme da vida no yoga. Desenvolve uma valiosa compreensão do significado do ásana através do desenvolvimento da consciência dos movimentos do corpo e os efeitos sutis que eles tem em vários níveis do ser. Os ásanas removem os bloqueios que limitam o livre fluxo de energia do corpo e mente e promove saúde total.

 Surya Namaskara – a saudação ao sol foi trazida pelos sábios iluminados da Era Védica. O sol simboliza a consciência espiritual e, em tempos antigos, era venerado todo o dia. Para o yoga, o sol é representado pela nadi pingala, ou surya nadi, o canal prânico que transporta a energia da vida. Essa série dinâmica não é tradicional do hatha yoga, pois foi adicionada ao grupo original de ásanas em tempos posteriores. No entanto, é uma forma efetiva de alongar, soltar, massagear e tonificar todas as juntas, músculos e órgãos internos do corpo. Sua versatilidade e aplicação a torna um dos métodos mais usados para promover saúde, vida ativa e vigorosa, e ao mesmo tempo preparar para o despertar espiritual e expansão da consciência.
Produz equilíbrio ao sistema energético, físico e mental.

 Pranayamas – por meio dos pranayamas, técnicas respiratórias com finalidades específicas, é possível aumentar o fluxo de prana através dos chakras, nadis e marmas e fluir a energia entre o corpo físico e sutil.

 Nadi Shodhana Pranayama – a respiração com alternação das narinas, iniciando pela esquerda, é a mais indicada para equilibrar todos os doshas porque alterna a energia que flui através de ida e pingala, equilibrando os opostos.

 Bandhas
Práticas como Uddiyana bandha e o Nauli, que têm a finalidade de abrir o plexo solar, são excelentes para os marmas na região do estômago e para regular o Pitta nessa área do corpo.
Práticas como o Mulabandha, que prendem a energia no chacra da raiz, são excelentes para os marmas na base da espinha e para regular o Vata.
Práticas como Jalandhara bandha e a prática mais básica da Ujjayi Pranayama são excelentes para os marmas na região da garganta e para regular o Kapha nessa região.

 Mantras – os mantras facilitam o fluxo do prana por meio dos pontos marmas e são uma importante ferramenta para protegê-los e regulá-los.

 HUM – bija mantra especialmente usado para proteger pontos marmas e proporcionar uma energia mais inflamável para aumentar o Agni.

 OM – prana bija que tem o som de origem da energia e da vitalidade, traz a força imortal do Eu superior (Atman) e é expansivo e ascendente em seus efeitos.

Dos livros “Ayurveda e a Terapia Marma” e “Asana Pranayama Mudra Bandha”.

Informações e Recomendações para equilibrar os Doshas, através dos hábitos diários e da prática do Yoga:

 VATA

Prana – força da vida – absorção

Elementos e Gunas :
Em repouso = éter (sattva)
Em movimento = ar (rajas)

Chakras: 4º Anahata (ar-coração) e 5º Vishudha (éter – garganta)

REGE: a respiração, a atividade cardíaca, cintura escapular, membros superiores, afetos, sentimentos, glândula Timo, as percepções, o transporte dos fluídos, controla a mente e os sentidos, agilidade e boa comunicação, tireóide, voz, cervical, cérebro.

TENDÊNCIAS A DISTÚRBIOS FÍSICOS: baixa resistência a doenças, fraqueza, dor nas costas, ciática, ossos (artroses), vulnerabilidade nas articulações (artrites), problemas intestinais (prisão de ventre), dores no corpo em geral, depleção de tecidos, stress, desidratação, asma, varizes, distúrbios menstruais.

TENDÊNCIAS A DISTÚRBIOS EMOCIONAIS E PSICOLÓGICOS: medos, ansiedade, insônia, memória ruim, perturbações na mente e do sistema nervoso, depressão, hipocondríaco.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS: estrutura corporal magra, ossuda, possuem velocidade e flexibilidade, apetite instável, frágeis.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS: ativos, criativos, gostam de coisas novas, atividades físicas e mentais, hipersensíveis, talentosos, nervosos, consumismo.

SENSÍVEIS: ao vento, ao frio e a secura.
EVITAR: movimentos abruptos, práticas fortes demais, pressão nas juntas e articulações.

TERAPIAS INDICADAS: massagem com óleos aquecidos de gengibre, cálamo, canela, sândalo e rosas (calmantes), que também podem ser misturados ao óleo de sésamo, mais pesado. Essências favoráveis de cânfora, cedro, eucalipto, jasmim, limão, mirra, laranja, rosa, sálvia.
Condimentos benéficos: manjericão, louro, bétula, pimenta do reino, cominho, cardamomo, pimenta vermelha, cravo, alho, lótus, noz moscada, sálvia, açafrão, baunilha.

CORES: quentes – dourado, vermelho, laranja e amarelo – ou úmidas e apaziguantes como o branco e tons claros de verde ou azul.

ALIMENTAÇÃO: dever ser rica e nutritiva, com bastante açúcar, sal ou substâncias amargas e uso moderado de condimentos.

 NO YOGA PRATICAR:

 ÁSANAS:
Para acalmar, aterrar, realizados com suavidade e leveza, manutenção sem tensão
Fortalecer costas e juntas
Reduzir a tensão do intestino grosso e baixo abdomem, incluindo liberação de
gases e relaxamento das tensões.
Praticar as duas primeiras séries de Pawan Mukta Asana

Surya Namaskara bem dinâmico (promove aterramento, aquece e mantém as
articulações e os intestinos em boas condições)

No relaxamento: soltar-se na imobilidade.
Balásana
Savasana (20 a 30 min.) bem aquecido com cobertor, apoios sob a cabeça,
joelhos, pés, mãos e olhos cobertos.

 PRANAYAMA:
Respirar com ênfase na inalação
Pranayama Samavriti (Ex:4-4-4-4),repiração quadrada
Anuloma Viloma, com ritmo e sem retenções prolongadas

 BANDHA:
MulaBandha (contração do períneo) durante os ásanas, para tonificar o aparelho excretor e para energizar os dois primeiros chakras básicos que promovem aterramento.

 MANTRAS: suaves e por pouco tempo, em voz baixa e silenciosamente:
RAM para trazer proteção e paz.
HRIM para relaxar e energizar.

 MEDITAÇÃO com ênfase no presente. Visualizar a cor Vermelho.
É o dosha mais beneficiado pelas práticas de concentração e meditação.

CONSELHO: ENFATIZAR A AÇÃO EM VEZ DO PENSAMENTO; ALMEJAR O DESENVOLVIMENTO CONSTANTE E A PAZ DE ESPÍRITO.


PITTA
Foco – determinação – poder pessoal – ordem

Elementos e Gunas:
Fogo e água – Rajas e Sattva

Chakras : 3º Manipura (fogo-plexo solar)

REGE: o calor corporal, a digestão, o estômago, intestino delgado, fígado, vesícula, emoção, auto-estima, poder pessoal, percepção, julgamento, determinação, clareza, discernimento, propulsão, paixão, coragem.

TENDÊNCIAS A DISTÚRBIOS FÍSICOS: infecções, inflamações, febre, úlceras, problemas estomacais, sanguíneos, desarranjos intestinais, pele, hipertireoidismo, hipertensão, distúrbio hepático.

TENDÊNCIAS A DISTÚRBIOS EMOCIONAIS E PSICOLÓGICOS: raiva, ódio, ciúmes, irrita-se facilmente (pavio curto), super competitivo, tensão, falta de paciência, agressivos, anti-sociais.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS: estrutura regular, com desenvolvimento dos músculos, peso moderado, flexibilidade nas juntas, pouca tolerância ao calor, capacidade de lutar contra doenças, resistente ao frio, grande apetite.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS: possui foco e determinação, disciplina, consistente, clareza nos julgamentos, discernimento da mente, líderes naturais.

SENSÍVEIS: ao calor e à claridade (os olhos são controlados por Pitta)
EVITAR: invertidas sobre a cabeça por muito tempo, tomar muito sol, usar cores fortes.

TERAPIAS INDICADAS: massagem com óleo de côco acalma a mente, os nervos e a pele e pode ser aplicado na cabeça, cabelo e órgãos do sentido. Óleos frios de essências de flores ou aromas amargos: sândalo, rosa, folha de limoeiro, lavanda, lírio, açafrão, gardênia e madresiilva. Condimentos benéficos: coentro, açafrão, erva-doce, camomila, lima, mirra, hortelã, baunilha, absinto.

CORES: frias – branco, azul ou verde e tons pastéis – evitar cores vibrantes e quentes.

ALIMENTAÇÃO: rica em substâncias doces, amargas e adstringentes, temperada com pouco condimento ou só os que acalmam.

 NO YOGA PRATICAR:

 ÁSANAS :
Calmantes, que pressionam a área solar e estomacal. Devem liberar calor e tensão do intestino delgado e abdome central, refrescando o sangue e fígado.
Movimentos lentos ou com permanências sem criar tensão, trabalhando em 75% da capacidade.
Segunda série do Pawan Mukta Asana equilibra Pitta pela massagem na área do plexo solar.
Surya Namaskara com Ujjayi suave.

No relaxamento: é o dosha mais beneficiado pela prática de relaxamento. Deixando-se ficar imóvel e relaxado.
Balásana
Savasana – 15 a 25 min. Com apoio sob os joelhos, mãos e saquinho nos olhos.

 PRANAYAMAS : sedantes, com ênfase na expiração.
Pranayama Shitali, Nadi Shodhana, Sitkari, Chandra bheda e lentas respirações
abdominais

 BANDHAS:
Uddiyana Bandha e Nauli para abrir o plexo solar, Kapalabhati sem exagero.

 MANTRAS: frios e suaves – OM – AIM – SHRIM – SHAM, que esfriam a mente,
as emoções e os nervos (respectivamente).

 MEDITAÇÃO:
Yoganidra, meditação composta de relaxamento com visualizações
Visualizar a cor Azul.

CONSELHO: SER MAIS RECEPTIVO, NÃO ENTRAR EM CONFLITO COM OS OUTROS, SER MODERADO NOS ATOS, BUSCAR UMA VISÃO EQUILIBRADA E ATITUDES PONDERADAS.

KAPHA
Estabilidade – contentamento – longevidade – coerência

Elementos e Gunas:
Em repouso = Terra – Tamas
Em movimento = água – Sattva

Chakras: 1º Muladhara (terra- base da coluna) e 2º Swadhisthana (água- abaixo do umbigo)
REGE: tecidos, a proteção do corpo contra o calor, vento, deterioração e ruptura, a força, a paciência, a longevidade, a hidratação, a nutrição, a base dos sentimentos e emoções.

TENDÊNCIAS A DISTÚRBIOS FÍSICOS: bronquite, asma (pulmões), rins, estômago, rinite, sinusite, diabetes, garganta (tosse), enfizema, acúmulo de água, muco e gordura (obesidade), doenças cardíacas, cansaço.

TENDÊNCIAS A DISTÚRBIOS EMOCIONAIS E PSICOLÓGICOS: apego, fixação, excesso mental.

CARACTETÍSTICAS FÍSICAS: estrutura troncuda, forte, fértil, resistente a doenças, boa saúde.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS: emocionalmente feliz, carinhosos, estáveis e conservadores.

SENSÍVEIS: ao frio e ao ar parado.

EVITAR : umidade

TERAPIAS RECOMENDADAS: massagem vigorosa com aplicação de calor e óleos que aquecem como eucalipto, cânfora, canela, Artemísia, mirra, cedro, sândalo (pouco). O óleo de mostarda ajuda a diminuir Kapha.
Condimentos benéficos: gergelim, pimenta vermelha, mostarda, açafrão, sésamo, cardamomo.

CORES: quentes, em tons brilhantes e fortes contrastes – laranja, amarelo, dourado e vermelho. Evitar Azul claro e rosa.

ALIMENTAÇÃO: leve, com gosto forte, amargo e adstringente, uso livre de condimentos e jejum ocasional.

 NO YOGA PRATICAR:

 ÁSANAS:
Que abrem ombros e estômago, feitos com entusiasmo e determinação – ênfase nas invertidas e exercícios aeróbicos.
Cultivar menos horas de sono.
Ásanas que liberem congestão e estagnação na região do estômago e peito, ajudando a eliminar muco.
Pawan Mukta Asana para drenar o excesso de energia da base para os chakras superiores.
Surya Namaskara com vinyasas e ásanas mais movimentados e dinâmicos.

 PRANAYAMAS: respiração profunda, com retenções mais longas e vigor.
Bhastrika, Ujjayi , Surya Bhedana e respiração completa com ritmo (1;4;2;4)

 BANDHAS Jalabandhara

 MANTRAS:
HUM – dissipar energias negativas AIM – OM – estimulantes.

 MEDITAÇÃO
Visualizar na cor Dourada

CONSELHO: MANTENHA A MENTE ENTUSIASMADA, O CORPO LEVE E EM MOVIMENTO, QUENTE E SECO.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Jala Neti Kriya - um resumo do livro do Dr. David Frawley

NETI: SEGREDOS TERAPÊUTICOS DO YOGA E DO AYURVEDA
Dr. David Frawley
Tradução : Paulo Sales – Editora Pensamento
Título Original: Neti: Healing Secrets of Yoga and Ayurveda

RESUMO: JUSSARA RODRIGUES

Pequeno livro dedicado a apresentar os benefícios da higiene diária de limpeza das narinas através do “lota”, jarro usado no Neti Kryia, técnica de irrigação ou limpeza das vias respiratórias superiores com água morna. Também voltado ao uso terapêutico avançado com uso de ervas e óleos.

PARTE I – o que é e como usar o Lota

1. O LOTA E A PRÁTICA DA IRRIGAÇÃO NASAL

A má qualidade do nosso ar

É através do nariz que filtramos o ar que respiramos, e através dele mantemos contato com o ambiente externo e com várias toxinas e agentes irritantes potenciais, obrigando-o a filtrar a poeira, o pólen e os diversos poluentes de nossa vida moderna, os quais não podemos ver ou sequer, na maioria das vezes, detectar pelo olfato.
Provavelmente nenhum órgão do corpo tem de se adaptar tão rapidamente a tamanha diversidade de influências.
Nossos sínus debilitados geralmente resultam em dor, em especial sob a forma de dores de cabeça, que podem reduzir enormemente a qualidade e o conforto de nossa vida. A fraqueza ou obstrução dos sínus pode reduzir nossa capacidade de trabalhar, desfrutar do lazer ou fazer o melhor uso possível, seja qual for, de nossas energias na vida.

Alimentos mucoestimulantes

Também existem causas internas igualmente importantes dos problemas nos sínus e nos pulmões. A principal causa dessas causas internas é nossa alimentação moderna, que contém grandes quantidades de alimentos mucoestimulantes. Entre eles os laticínios, pães, massas, doces, gorduras e frituras de todos os tipos. Todo alimento gorduroso demais, doce demais ou salgado demais estimula a produção de muco. As bebidas também elevam a taxa de muco do organismo, principalmente os refrigerantes. O leite também pode ter esse efeito, assim como os sucos de frutas consumidos durante as refeições. O consumo excessivo de água fria ou gelada também tem esse efeito.
Um dos principais lugares onde o excesso de muco se acumula é na cabeça, que naturalmente produz muito muco para proteger as vias nasais e os sínus e filtrar o ar que respiramos. Esse excesso pode obstruir os sínus e prejudicar nosso processo respiratório tanto quanto qualquer poluente externo.
O estilo de vida sedentário da maioria das pessoas contribui para o acúmulo de muco no organismo advindo de fatores alimentares e ambientais. A má circulação devida à falta de exercícios impede a eliminação adequada do muco. O excesso de tempo em posição sentada ou deitada contribui para essa condição de estagnação do corpo e da mente, permitindo que essas toxinas se acumulem.

O papel do lota na proteção as narinas
O uso do lota permite purificar o filtro das passagens nasais de modo que eles possam funcionar melhor e com maior eficiência. Ele ajuda a remover do organismo o muco que produzimos devido a nossa dieta inadequada ou estilo de vida nocivo e que se aloja na cabeça.

Desintoxicação, redução do peso e rejuvenescimento
Problemas como congestão, ressecamento ou dor de cabeça sinusal diária ou sazonal podem ser tratados com o uso do lota. É muito útil também para tratar de gripes, resfriados e doenças pulmonares correlatas, embora o uso nessas condições mais agudas exija maior cautela e experiência.

2. INTRODUÇÃO AO YOGA
O lota data de centenas ou até milhares de anos de história da Índia. Tanto a tradição do yoga quanto a medicina ayurvédica compreendem uma ampla gama de técnicas de purificação interna para o corpo e a mente. O lota se insere na ênfase geral em ajudar-nos a nos purificar para que possamos atingir o bem-estar físico, mental e espiritual em nossa vida.

3. INTRODUÇÃO AO AYURVEDA
O ayurveda é a ciência irmã do yoga para cura do corpo e da mente.
Os três doshas = tipo psicofisiológico de cada pessoa são uma extensão da teoria dos cinco elementos.

VATA = VENTO – ar e éter – energia vital em circulação ou contida nos canais, articulações e cavidades do corpo.
PITTA = AQUILO QUE COZINHA – fogo e água – é o aspecto fogo ou calor do sangue, bile, enzimas e líquidos oleosos do corpo.
KAPHA = AQUILO QUE MANTÉM A INTEGRIDADE – água e terra – fluidos vitais contidos nos revestimentos da pele, membranas mucosas, órgãos e músculos que constituem o elemento terra do corpo.

Purificando os canais da cabeça
As principais vias de entrada das substâncias do ambiente, as aberturas e orifícios da cabeça, boca, olhos, orelhas e narinas devem ser purificadas e protegidas. As narinas principalmente porque trazem o olfato e a entrada de oxigênio e prana, nossa principal fonte de energia.

4. PRANA E CURA PRÂNICA
Prana, segundo os grandes yogues, é a profunda inteligência natural que gera todo o universo. É a força de propulsão fundamental que conduz todas as atividades do universo e que tem raiz na consciência. É o sopro de Deus.
Nosso prana individual compõe o campo energético que gera, sustenta e opera o corpo físico. Esse campo prânico se estende por uma área de cerca de 30 cm em torno do corpo e forma nossa aura. É responsável por nossa capacidade de digestão, tom da pele, agudeza dos sentidos, destreza dos órgãos motores, força do sistema imunológico e equilíbrio geral do organismo físico. Preservar seu fluxo adequado, no corpo e em torno dele, é fundamental para a saúde e bem-estar em todos os níveis.

Prana e saúde
Como força vital é a principal força de cura.
Pode ser absorvido através do alimento que comemos e as ervas fortalecem ou estimulam o prana a executar diversas atividades funcionais como a transpiração, a circulação, a diurese e a excreção com efeitos terapêuticos.
A massagem proporciona prana por meio do toque terapêutico.
Há vários canais pelos quais o prana entra no corpo mas o mais evidente é pelos pulmões, durante o processo de respiração. Além do alimento digerido, o prna também é absorvido pela pele, pelos sentidos e pela mente.
Através dos processos de eliminação do corpo para remover toxinas ou resíduos também o prana é eliminado na excreção de muco pelo nariz, no ar expirado pelos pulmões, no suor da pele, na urina ou nas fezes, e através desse processo o prana é purificado.

A função das narinas e dos sínus
As vias nasais são nossas portas para a vida, nosso primeiro ponto de contato com o ar exterior e sofre também com a vulnerabilidade desse contato.
Os sínus servem para filtrar o ar de modo que os pulmões possam melhor absorver o oxigênio. Eles purificam o ar para a contínua extração de prana, o qual ocorre posteriormente nos pulmões e no coração.
Esse prana sutil não é simplesmente oxigênio, mas uma energia vital e percepção vinda do universo consciente como um todo. Ele nos conecta com a inteligência e a vitalidade superiores do cosmo.
Isso significa que, quando os sínus não estão funcionando adequadamente, toa a nossa absorção de prana está prejudicada, do primeiro ao último estágio.
Quando nossos sínus estão congestionados e respiramos pela bovca, deixamos de obter esse prana sutil que estimula a mente. É por isso que, quando respiramos pela boca, estamos mais sujeitos à inércia e ao cansaço. Respirar pela boca, além disso, resulta em aumento da quantidade de muco no corpo. Sem o fluxo de ar para purificá-lo, o muco se acumula também nos sínus e nas narinas.

O prana na cabeça
O prana absorvido pelos sínus pode ser chamado de “prana na cabeça”. Os sínus estão relacionados a todos os cinco sentidos.
Os problemas nos sínus não se limitam aos órgãos dos sentidos, mas estendem-se aos órgãos motores, particularmente os órgãos vocais.
Este prana da cabeça afeta o cérebro e mesmo a mente. Sínus obstruídos prejudicam a recepção de prana e até mesmo o fluxo de sangue adequado para a cabeça e o cérebro resultando em inércia mental, sonolência, desorientação e outras formas de baixa energia mental. Gera também redução da energia emocional que pode resultar em depressão, ansiedade e outros problemas psicológicos.

Os sínus e o sistema imunológico
Normalmente as gripes e resfriados e os primeiros estágios da maior parte das doenças febris começam na cabeça, em geral como um resfriamento. Sínus debilitados ou congestionados nos tornam suscetíveis a doenças contagiosas, de um resfriado comum a febres e infecções mais graves.
O lota é um bom modo de nos ajudar a melhorar nosso prana e fortalecer nossa imunidade.

5. COMO USAR O LOTA
Água filtrada morna e sal dissolvido.
Para tratar dores de cabeça ou congestões dos sínus pode-se usar água mais quente. Em casos de inflamação nasal água fria.
O sal não-iodado é melhor. É usado para proteger o revestimento mucoso, preservando o nível de hidratação.

Como preparar a solução para o lota
¼ COLHER DE CAFÉ DE SAL
1 XÍCARA DE ÁGUA POTÁVEL MORNA
Dissolver bem

Procedimento geral
Comece pela narina direita. Verta a água pela narina direita até sair pela esquerda. Respirando pela boca.
Faça o mesmo pela narina esquerda.
Quando terminar assoe as narinas várias vezes. (kapalabhati)

Precauções no uso do lota
NÃO USE QUANDO:
• HOUVER SANGRAMENTO NAS NARINAS
• INFECÇÃO DOS SÍNUS OU CONGESTIONADOS
• SE SOFRER DE ASMA TOMAR CUIDADO DURANTE ATAQUES AGUDOS

Quando usar o Lota
O melhor momento do dia é bem cedo pela manhã após levantar-se.

O Neti e Problemas Específicos
O uso com ervas e óleos especiais na solução do lota pode ser indicado para tratamento de vários problemas de saúde mas requer a orientação de um profissional de saúde
Em alguns casos o uso deste Kriya é especialmente indicado.

Desvio de septo - que inibe o fluxo de ar por uma das narinas, causando muita congestão e outros desequilíbrios, pode ser aliviado com o uso do lota para manter ambas as narinas desobstruídas.
Pólipos nasais – amolecendo o revestimento mucoso do nariz o lota melhora a circulação na região e algumas ervas podem ser benéficas.
Gripes e resfriados – o gengibre, em pequenas quantidades,como um chá colocado no lota, pode ajudar a descongestionar o sistema respiratório e alivia o muco da cabeça para a garganta, que provoca tosses
Glândulas inchadas – removendo o muco da cabeça e desobstruindo a circulação de energia, o lota ajuda a limpar o sistema linfático e a reduzir o inchaço das glândulas, especialmente as que ficam na cabeça, no pescoço e no peito. Pode ajudar em caso de crianças com adenóides grandes.
Alergias sinusais – é melhor usar o lota durante a fase não-aguda da doença, como medida preventiva. Com as narinas desobstruídas os poluentes e pólen que causam ou agravam as alergias são filtrados.
Asma – as que são de origem alérgica são aliviadas com o uso diário do lota porque mantém as vias nasais livres de agentes alérgenos, irritantes e poluentes.
Dores de cabeça – e enxaquecas são aliviadas porque melhora a circulação na cabeça. Uso de ervas como gengibre ou cálamo podem proporcionar maior alívio.
Má digestão – com maior prana ou energia vital sendo ativada a partir da respiração desobstruída também o apetite e digestão são melhorados.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Chakras


·         Origem da palavra: Chakras ou centros de força, segundo a denominação sânscrita significa "roda" ou disco, "disco giratório".
·         Localização: estão situados na superfície do corpo elétrico a cerca de seis milímetros da superfície do corpo físico.
·         Formato: como vórtices aspiram e expelem forças que influem tanto no plano sutil quanto no denso.
·         Função: captar e distribuir a energia chamada de Prana, que mantém a vida do corpo físico, além de transmitir a consciência espiritual à memória física.
·         Quantidade: vários textos tântricos asseguram que há no mínimo 88.000 deles, mas assume-se que sejam trinta chakras maiores, alguns deles situados em lugares tão incomuns quanto a ponta do nariz, todos eles interconectados por canais sutis de energia, os equivalentes psíquicos dos nervos, artérias e veias, que são chamadas de nadis. Sete desses chakras são considerados de maior importância .
·         Os sete principais chakras: dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça cada um corresponde a uma das sete principais glândulas do corpo humano e com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que o prana flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento ou a doença.
  • Sushumna – Ida – Pingala - Nadis
Os chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico (Nadi) principal chamado "sushumna", ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados "Ida" que sai da base da espinha dorsal à esquerda de sushumna e "pingala" à direita.
Os nadis conduzem e regulam o "prana" (energias yin e yang) em espirais concêntricas. Estes nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas,  meridianos e pontos. Para os hindus os nadis são sagrados, é por meio da "Sushumna" que o yogi deixa o seu corpo físico, entra em contato com os planos superiores e traz para o seu cérebro físico a memória de suas experiências.
Nosso corpo físico tem pontos, que quando ativados, fazem fluir a energia vital, nos trazendo alegria e, principalmente, saúde. Os ásanas, bandhas e pranayamas ativam esses pontos e através dos nadis (meridianos) - caminhos invisíveis dentro do nosso organismo - a energia vital caminha por todo o nosso corpo e chega aos chakras, em pontos que concentram vibrações mais específicas.


1º  CHAKRA: Muladhara  (Chakra Raiz)

Nome em sânscrito: MULADHARA    (Base/fundamento)
Mantra: LAM   Respiração: apána
No corpo: base da espinha. Influi nos músculos – sentido do olfato – órgãos de eliminação
Cor: Vermelho.
Elemento: Terra. (prithvi) – estabilidade/suporte

Bandha: MulaBandha (contração esfíncteres)

Quando esse chakra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas, podendo gerar excesso de peso e no campo energético depressão.
Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local, no campo energético estimula a ganância.

2º CHAKRA: Svadhisthana (Chakra orgão genital e base da barriga)

Nome em sânscrito: SWADHISTANA
(Morada do Prazer)
Mantra: VAM   Respiração: Prána
No corpo: abaixo do umbigo -  Influi na gordura – órgãos reprodutivos – sentido do paladar.
Cor: Laranja.
Elemento: Água (jala)  fluidez/ suavidade
Bandha: Uddiyana Bandha (contração baixo ventre)

O segundo chakra também chamado esplênico, sacro ou do baço, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chakra é estimulado, propicia uma boa captação energética.

3º CHAKRA: Manipura (Chakra do umbigo)

Nome em sânscrito: MANIPURA  (Cidade das Jóias)                                                  
Mantra: RAM   Respiração: samána
No corpo: Zona da barriga – sentido da visão
Cor: Amarelo                                          
Elemento: Fogo. (tejas) – calor/ energia

O terceiro chakra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional, baixa auto-estima e a possibilidade de doenças crônicas.

4º CHAKRA: Anahata (Chakra do plexo solar)

Nome em sânscrito: ANAHATA (Invicto; Inviolado)                                       
Mantra: YAM       Respiração: prana
No corpo : Coração – sistema sanguíneo - sentido do tato
Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).
Elemento: Ar (vayu) – leveza/ movimento  


O quarto chakra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Na tradição católica este chakra é simbolizado pelo coração luminoso de Cristo. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.

5º CHAKRA: Visuddha (Chakra Laríngeo)

Nome em sânscrito: VISHUDDA (O purificador)                                                 
Mantra: HAM    Respiração: udána/bindu
No corpo: garganta. Influi tireóide, paratireóide  - sentido  da audição                                                      
Cor: Azul claro.
Elemento: Éter (akasha) – abertura/ expansão 
Bandha: jalandhara bandha 

Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento, conexão com a verdade interior e com o mundo externo. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.

6º CHAKRA:Ajna (Chakra Frontal)

Nome em sânscrito: AJNà (O Centro de comando)
Mantra: OM
No corpo: testa, entre as sobrancelhas, faculdades cognitivas.
Cor: Azul índigo.
Elemento: Luz.

O sexto chakra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como "terceiro olho" na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.


7º CHAKRA: Sahashara (Chakra Coroa)

Nome em sânscrito: SAHASHARA (O Lótus das mil pétalas)
Mantra: AUM
No corpo: no topo da cabeça, bem no centro, designa o plano transcendente.
Cor: Violeta e Branco.
Elemento: Todos os elementos.

O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chacra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.


Os Sutras de Patanjali e os 8 angas


O Yoga Sutra de Patanjali,  um dos textos mais importantes sobre Yoga que se tem conhecimento, datado de aproximadamente 150 DC, sistematiza a técnica yogui  detalhadamente, idéias e práticas existentes desde 5.000 a.C.
No capítulo I, Samadhi Pada discorre sobre a  teoria do conhecimento, movimentos da consciência, êxtase. No II , Sadhana Pada, sobre os meios de realização, ética e ashtanga yoga, os 8 angas (ou partes), os ensinamentos filosóficos básicos. No III, Vibhuti Pada, trata sobre os poderes psíquicos, e no último, IV, Kaivalya Pada, sobre o isolamento do espírito e a libertação.
Tendo compilado e sistematizado a essência da filosofia do Yoga, Patanjali compôs 195 aforismos (sutras) que constituem uma espécie de mapa do psiquismo humano contendo instruções para o homem descobrir a sua essência e desenvolver todo seu potencial.

“Yoga Citta Vritti Nirodhah”
O aquietamento das ondas mentais é Yoga
Livro 1 - Samadhi Pada - Sutra 2

O sistema de Patañjáli, também chamado de ASHTANGA YOGA, o Yoga de oito partes, designa as oito subdivisões em que a técnica yogui está dividida. Cada um dos membros depende do anterior, como uma escada, numa unificação cada vez maior da consciência ou uma purificação progressiva.

fundamento do Yoga, como de toda espiritualidade autêntica, é uma ética universal.

Yama niyamasana pranayama pratyahara dharana dhyana samadhaio stav angani
Livro 2 - Sadhana Pada - Sutra 29

1. yamas – as restrições, a ética de conduta moral social

AHIMSA – não violência – (perceber seus limites; não abusar; ser gentil...)
SATYA – veracidade – (ser honesto consigo mesmo; não pretender ser o que não é;transparência...)
ASTEYA – não roubar – (inclui não sugar a energia dos outros, o espaço, a privacidade, o estilo...)
BRAHMACARYA – castidade, discernimento, comedimento-(não exceder na satisfação dos sentidos)
APARIGRAHA – não- cobiçar, não possessividade – (conquistar com a prática; reconheça o q possui)

2. nyamas – as recomendações, princípios de autocontrole

SAUCHA – pureza, limpeza – (do corpo, do ambiente, dos pensamentos, desejos...)                                                                                                             
SAMTOSHA – contentamento - (satisfaça-se com o seu melhor de hoje; valorize o que já possui....)                                                                                                            
TAPAS – determinação, austeridade, calor – (esforço na disciplina leva à conquista; foco no esforço...)                                                                                  
SVADHYAYA – estudo das escrituras e de si mesmo – (auto-observação...)
ISHVARA-PRANIDHANA – entrega ao senhor, ao destino, ao universo (desapego dos frutos da prática....)

3. ásanas – posturas psicofísicas devem ser firmes e confortáveis, mantendo atenção e o sentimento; função principal criar uma infra estrutura fisiológica para suportar e facilitar o despertar da kundalini

4. pranayamas – consciência e controle da energia vital através da respiração (insp.....exp....)

Prana é energia, quando a força vitalizante invade o corpo. Ayama significa estender, expandir, regular.

5. pratyahara  - interiorização , recolhimento dos sentidos, afastando-o dos objetos para que a consciência não se disperse.

6. dharana – concentração, foco em um único ponto (objeto, som, figura...),

7. dhyana – manter a observação contemplativa regular e profunda no foco    

8. samadhi – a fusão com objeto gerando êxtase, absorção ou estado de superconsciência



Power Yoga ou Hatha Vinyasa Yoga e seus benefícios

Yoga é uma antiga filosofia de vida que se originou na Índia há mais de 5000 anos e é considerado o mais antigo e holístico sistema para colocar em forma o corpo e a mente.  Literalmente, Yoga significa união, pois visa unir e integrar o corpo, a mente e as emoções para que o ser humano seja capaz de agir de acordo com seus pensamentos e sentimentos.

A prática do Yoga induz a um profundo relaxamento, tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior juntamente com o fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade.

O Power Yoga,ou também chamado Hatha Vinyasa Yoga, é apenas um estilo de praticar o Hatha Yoga combinando a prática de posturas e movimentos fluidos acoplados a uma respiração dinâmica.  Sua prática é tridimensional, ou seja, o corpo, a respiração e a consciência são trabalhados em conjunto.
Sua origem está na combinação de técnicas já consagradas, do Hatha Yoga e do Ashtanga Yoga, principalmente desse último método, redescoberto em manuscritos antigos pelo Mestre Krishnamacharya de Missore , que chegou a ensiná-lo nos palácios dessa cidade do Sul da Índia e deixou seu legado principalmente a dois de seus discípulos: B. K. S. Iyengar e Sri K. Pattabhi Jois.
As técnicas mais utilizadas são os Ásanas, Pránáyáma, Yoganidra e Meditação.




Principais efeitos do Power Yoga:
·         desenvolve o tônus muscular,
·         alonga os músculos devolvendo agilidade aos movimentos;
·         amplia a capacidade pulmonar;
·         fortalece o sistema cardiovascular e harmoniza o endócrino;
·         reduz o estresse;
·         aprimora o alinhamento da postura;
·         melhora a circulação sangüínea;
·         aumenta a resistência física, equilíbrio, e consciência corporal.