quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Viagem Fantástica!

Três semanas fantásticas na Austrália! agosto e setembro de 2011.
Boas lembranças, fatos, fotos que remetem à vida vivida. E há aquela necessidade interna de colocar pra fora, falar, escrever no papel, ver na tela, rever imagens, de qualquer forma fazer transbordar as sensações dessa experiência Australiana, sem a preocupação estética ou literária. Sem julgamentos ou limites. Sem a menor pretensão de escrever um roteiro turístico ou o compromisso de fornecer localizações, história, dados precisos, detalhes sobre os lugares e fatos. Apenas registrar reflexões, emoções, imagens....pelo puro prazer de revivê-las, de alguma forma imortalizá-las!

Já tentei várias vezes começar a escrever, mas sempre me escapa o foco. Parece que deixei meus óculos na terra dos cangurus e coalas...do povo “cool” que anda descalço, tem boca seca, pele bronzeada,surfa até avançada idade, incentiva suas crianças ainda muito pequenas a andar de bicicleta, patinetes, pegar onda. Parece que já há uma vocação natural impressa no DNA pedindo para aproveitar a natureza esplêndida dessa ilha continental, Austrália, generosa em sua costa marítima com 37 mil quilômetros de extensão. Espaço, vento, água, pedras e montanhas altíssimas, recifes e penhascos de milhões de anos.

Poderia começar falando sem parar dessa beleza estonteante das praias de NSW. Afinal, foi onde eu mais andei e amei!

Pesquisando um mínimo sobre a história de New South Wales, na básica Wikipédia,fiquei sabendo que é o mais populoso estado Australiano (7,5 milhões de pessoas=33% do total da população do país),localizado no sudoeste, fundado em 1788, cuja capital é Sydney. Terra originalmente pertencente às tribos indígenas de Aborígenes há 40 ou 60 mil anos atrás, descoberta pelo capitão James Cook em 1770 e colonizada pela Inglaterra inicialmente pelo capitão Arthur Phillip, empossado primeiro governador em 1788. Até 1792 foi uma colônia penal usada pela Inglaterra para exilar prisioneiros num lugar remoto. No período entre 1810 e 1821, com o governador general Lachlan Macquarie no comando, houve um desenvolvimento social, arquitetônico e econômico, uma transformação que permitiu a Austrália passar de uma colônia penal a um estado livre.

  

Parece que até Charles Darwin ficou fascinado sobre a origem geológica e a formação dos grandes vales Australianos quando esteve lá em 1836.

Eu, apenas mais uma turista que ficou “estonteada” com as lindas praias de areias rosadas, margeadas por pinheiros!? (quem plantou essas árvores aí??)


Collaroy Beach


rochas vermelhas saindo da areia,
Fishermans Beach

e
placas de pedras (vulcânicas??)interpostas,perfeitas, em
Fishermans Beach

 
Recifes e altíssimos penhascos,Long Reef

pássaros cantantes e falantes (sábios?),
pássaro símbolo (o sábio!): Laughing Kookaburra

 
Cockatoo – voando por todo canto...comendo frutinhas e nozes- The Basin

 
Pelicanos esperando os pescadores trazerem peixes

Fishermans Beach

??que bicho é esse ??? em plena City, no Hyde Park

mar abundante de baleias em Long Reef


e seres estranhos
Tipo água viva, venenosos,ou
Bravos como o Tasman’s Devil, que mais parece um ratão, no Taronga Zoo, e
Fofos walabees, um tipo de canguru menor, No The Basin

Ou dorminhocos Koalas



E Focas inteligentes e treinadas
No show do Taronga Zoo.

A natureza traz ventos cantantes, céu azul sem fim ...
Em Avalon Beach
no
Parque aquático de Naurabeen

em
Blue mountains no Park Nacional
Com as Three Sisters grandes guardiãs da terra.




em
LONG REEF: o lugar do canto dos espíritos e do canto das baleias
Do Alto de Long Reef

Um dos meus passeios prediletos foi caminhar pelas praias, sair de Collaroy (onde fiquei morando na casa da minha filha, razão da minha viagem) passando pela Fishermans Beach até Long Reef, uma Reserva Aquática, onde uma placa em forma de livro lembrava onde eu estava: num incrível continente antigo com 37.000 km de costa marítima. Algumas rochas com milhões de anos de idade e plantas ancestrais, além de comunidades animais únicas. Lá do alto, avistando o mar aberto e profundo, o oceano gigante do Mar da Tasmânia, baleias eventualmente mostram sua beleza e majestosidade (essa palavra existe?).
Algumas frases gravadas em placas de metal cravadas em pedras ou pedestais informavam e invocavam reflexões.




“No final, Nós vamos conservar somente aquilo que amamos,
Nós vamos amar somente aquilo que entendemos,
Nós vamos entender somente aquilo que somos ensinados. “

Baba Dioum
Ecologista Africano







THE SPIRIT OF LONG REEF HEADLAND
O Espírito do Promontório de Long Reef (recife longo)

Em uma noite tranquila e silenciosa você pode ouvir os espíritos de Long Reef cantando na brisa do oceano. Eles usam suas maravilhosas vozes para atrair para perto da praia as baleias que estão migrando. Elas respondem com suas canções e, lá do topo do promontório, você pode vê-las à distância.

Os espíritos de Long Reef nutrem e cuidam de todo o ecosistema da região e tudo que entra em seu ambiente. Mas eles não podem fazer isso por eles mesmos. Precisam da ajuda do espírito daqueles que visitam esse lindo lugar.
Gordon Hookey, 1997
Placa oficial da inauguração do Promontório de Long Reef
pelo prefeito de Warringah – 31/5/1998

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Informações sobre Bandhas praticados no Yoga

Sutra 5; Yogataravali – Sri Shankaracharya

RUDRA GRANTHI-5º e 6º chakras
Corpo Mental superior e intuitivo – Vijnanamaya Kosha
Ativado com Jalandhara Bandha
Representa transformação do individual para o conceito universal, dissolvendo o ego e experimentando a consciência maior.


VISHNU GRANTHI – 3º e 4º chakras
Sustentados por Anahata corpos físico, enegético, mental, respectivamente AnnamayaKosha, PranamayaKosha e  ManomayaKosha.
Ativado com Uddiyana Bandha
Energia vem do universo e não dos centros humanos.

BRAHMA GRANTHI – 1º e 2º chakras
Ativado com MoolaBandha
Despertando a Kundalini para a energia primitiva subir por Sushumna no caminho da espiritualidade.

 
Tradicionalmente Bandhas são classificados como parte dos Mudras e eram transmitidos verbalmente pelo guro ao discípulo.


O Hatha Yoga Pradipika trata os Bandhas e Mudras juntos e os ancestrais textos tântricos também não fazem distinção entre os dois.


Os Bandhas estão extensivamente incorporados aos Mudras como também as técnicas de pranayama.


A ação de FÊCHO no entanto revela a importância fundamental desse grupo de práticas.


Em Sânscrito a palavra Bandha significa SEGURAR, RETER, FECHAR.

Essas definições descrevem precisamente a ação física envolvida nas práticas de Bandha e seus efeitos no corpo prânico.

Os Bandhas objetivam reter o prana em áreas particulares e redireciona seu fluxo pelo Nadi Sushumna com o propósito de despertar a espiritualidade.

Os Bandhas podem ser praticados individualmente ou incorporados aos Mudras e Pranayamas. Quando combinados eles despertam capacidades psíquicas e proporcionam um adicional às práticas elevadas de yoga.

Jalandhara bandha, uddiyana bandha e moola bandha estão localizados respectivamente na garganta, abdomem e perinium., são os três principais e unidos formam o quarto, Maha Bandha

Os Granthis são nós psíquicos que impedem o fluir livre do prana pela nadi sushumna e o despertar dos chakras e da kundalini.

Os Bandhas ajudam a desfazer esses nós que são 3:

Rudra Granthi ( no 5º e 6ºchakra -Vishuddhi e Ajna)

Vishnu Granthi (3º chakra e 4º chakra- Manipura e Anahata)

Brahma Granthi (no 1º e 2º chakra – MoolaDhara e Swadhistana).

Do Livro Asana, Pranayama, Mudra, Bandha – Swami Satyananda Saraswati

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

05/11/2010 - Diwali: Festival das Luzes

Diwali:  Festival das Luzes

O Diwali é um festival dedicado a Lakshmi, deusa da prosperidade e beleza na mitologia hindu. 
Os hindus acreditam que, ao acender uma lamparina na janela de sua casa, a deusa é atraída e deixa a prosperidade em seu lar. Acenda a sua!!! (em lugar seguro!!)
Além disso, nesse dia é costume trocar presentes, doces e auxiliar as pessoas necessitadas para que a abundância chegue a todos.

A data do Diwali depende da posição da lua. Segundo a tradição Hindu é sempre no 15º  dia da quinzena escura da Lua de outubro, ou seja, hoje,  Lua Nova, 5/11/2010 (Amavasya), propícia para a meditação.

Segundo o Calendário Hindu (Panchangam), a energia do dia é comandada pela constelação regida pela estrela Svati, relacionada ao ar, ao vento, à sensibilidade e percepção. Confere propensão a viajar, interesse pela retidão e compaixão. 

Hoje é Shivaloka Day e isso indica conexão excelente com as energias espirituais. É como se os canais estivessem abertos e nossos pedidos pudessem ser ouvidos e atendidos. Quando planejamos nesses dias, contamos com a inspiração dos deuses. Iniciar novos projetos nos dias Shivaloka significa ter a ajuda dos planos superiores para concretizá-los.

sábado, 30 de outubro de 2010

Yoga, Photography, Music and Art meet at Sueli Turner Gallery in London


Delivering on its commitment to bring new and unusual offerings to the public, Sueli Turner Gallery extends an invitation to a yoga class in a specially prepared environment combining images, sounds and scents, given by visiting Brazilian yoga teacher Jussara Rodrigues on May 2010.
Jussara has been studying the various styles of yoga such as Hatha, Power and Vinyasa for over 10 years and applies them in the courses she runs regularly at her studio in Sao Paulo. 
Her intention is to incite a perceptive state and guide the students to the most important issue of yoga: consciousness of the self thru the movements of the body in harmony with breathing, and feelings of being part of the earth and the universe. 
foto de Araquem Alcäntara

As a backdrop to the class, the Gallery is showing works by Brazilian photographer Araquém Alcântara. Araquém is well known in his own country and internationally as a photographer of nature, with over 30 books published and participation in more than 80 exhibitions, 56 of them solos. In 2001 one of his photos was chosen for the cover of the British Museum publication Unknown Amazon. 
Meanwhile the musical soundtrack for the class is provided by Daniel Namkhay, whose CD Araretema contains music used in Brazilian shamanism.  
 



"A Alma é o espírito, o céu acima de nós.

O yoga é o instrumento que liga os dois, a multiplicidade à unidade.

Quando o ego se extingue as aflições que o acompanham desaparecem.
Outro fio que precisamos tecer é a compreensão
 de como os elementos orientam a nossa prática.

Terra, água, fogo e ar correspondem aos quatro primeiros invólucros:
 corpo, energia, mente e intelecto.
O elemento final, que corresponde ao último invólucro, o da beatitude, é o espaço, que concede mobilidade e liberdade a todos os demais.

O espaço é o elemento mais sutil e penetrante de todos,
e devemos aprender a controlá-lo. Espaço representa liberdade."

Do livro Luz na Vida – B.K.S. IYENGAR

Inspirada na Luz dos ensinamentos do mestre Iyengar, desenvolvi essa aula  com o objetivo de  despertar a consciência para os elementos que compõem a natureza do planeta e do nosso próprio corpo e essência,  percebendo os elementos (terra-fogo-água-ar-éter/espaço) no macro e no micro-cosmo.
  Posturas e respirações do yoga, projeção de fotos da natureza, sons e aroma, num ambiente tranquilo e rodeado de arte!


Som..induz ao  movimento....imagens..conexão com elementos....respiração.....sensações....conexões...lembranças....pausa....ásana: corpo capta em permanência....introspecção...absorção....respiração..compreensão.....movimento...pulso...calor....percepção...transpiração...depuração....inspiração...exalação...purificação....vibração...imobilidade....mente consciente.....fluidez....movimento....cores....luz..sons...movimentos....pausa....silêncio.

Os elementos MAHA BHUTAS em suas diversas manifestações na natureza TERRA ÁGUA FOGO AR ESPAÇO e no nosso corpo FÍSICO, SUTIL, CAUSAL ......nos cinco invólucros KOSHAS que encobrem o ser.

A matéria é o veículo da energia.
Quando a consciência assume uma forma, ela se manifesta de formas diferentes.
posturas com projeção do fotos ao fundo
 


No nível físico,ANNAMAYAHOSHA, denso, real e palpável da matéria. Carne osso, tecidos, células, moléculas, átomos.


como a terra;provedor e consumidor, misturando-se com todos os elementos, adaptável e mutável;

foto de Michael Striemer

gerando calor e ebulição, o fogo, da digestão, da transformação do denso para o

 
foto Nathan Thrall



foto de José Amaral


sutil, PRANAMAYAKOSHA, o corpo energético, MANOMAYAKOSHA , dos pensamentos e emoções, e do VJANAMAYAKOSHA, do conhecimento e intuição...

sentimentos e emoções fluem como a água do sangue, do plasma, do alimento percorrendo as veias, impossível de conter e contendo tudo, sem barreiras, totalmente penetrante; 


idéias, pensamentos, sonhos que voam como o ar; prana, energia de vida que percorre os milhares de rios energéticos do corpo sutil, alimentando o campo da imaginação e das inteligências, do consciente e do inconsciente;



fé e intuição no campo etérico, onde a alma visita e intui,

indo para o nosso corpo causal, ANANDAMAYAKOSHA, a bem-aventurança e felicidade que vem de insights, da luz da conexão com o divino, onde a alma individual, átman, se dilui em Brahman, pq faz parte dele.
foto de Nathan Thrall
foto de Michael Striemer

foto de José Amaral

                 

JIVAMUKTI London: uma prática intensa e um estilo único de yoga

Próximo ao elegante bairro de Notting Hill e do famoso mercado turístico de Portobello Market, onde também se encontram lojas, restaurantes, pubs e cafés fantásticos, o Jivamukti London foi inaugurado por Manizeh & Danny Rimer em 2005 no primeiro andar de um prédio onde possui duas amplas e iluminadas salas de prática. 


  



As instalações oferecem vestiários com chuveiros e boutique para a venda de  CDs, DVDs, livros, mats e os maravilhosos cremes de massagem produzidos pelo Jivamukti com essências naturais de bambu, côco e bálsamos excelentes para relaxar os músculos ou mesmo aquecê-los durante a prática.  
Inesquecivel a sensação de bem estar ao receber uma suave massagem nas costas aplicada pela professora com um dos cremes da casa assim que você inicia a aula numa posição de cachorro olhando pra baixo (adho mukha svanasana) e no pescoço quando vai relaxar (em savasana) no final da aula. Um “extra” absolutamente inesquecível!

As aulas são física e intelectualmente estimulantes e vigorosas. Incluem sequências de Vinyasas (movimentos coordenados com respirações), ajustes nas posturas, pranayamas, meditação, mantras, frases com reflexões filosóficas e um profundo relaxamento, com fundo musical de músicas modernas ou mantras super tradicionais, sons inspiradores que preenchem os 60 ou 90 minutos da aula, aberta para todos os níveis de alunos.

O centro também organiza cerca de 30 a 35 workshops por ano, além de aulas especiais para o estudo de textos antigos do yoga, concertos e performances de professores e artistas internacionais.

O método é um estilo de hatha yoga reconhecido internacionalmente

O Jivamukti Yoga é um método de yoga criado por David Life e Sharon Gannon em 1984, e integra os aspectos físico, filosófico e espiritual do yoga. É um dos nove estilos de hatha yoga reconhecido internacionalmente, ao lado do Ashtanga, Iyengar, Viniyoga, Sivananda, Integral, Bikram, Kripalu, e Kundalini.
Os cinco princípios básicos desse estilo são: o estudo das escrituras antigas do yoga e mantras em Sânscrito; bhakti, reconhecimento que a consciência universal é o objetivo das práticas do yoga; ahimsa, estilo de vida não-violento e de compaixão, estimulando o vegetarianismo e os direitos dos animais; nada, o desenvolvimento do som do corpo e da mente através do ouvir profundamente; meditação, conectando à realidade interna imutável.
No Jivamukti London trabalham 13 professores certificados, treinados em cursos intensivos de um mês seguido de 800 horas de prática em aula, além de aprendizes que ajudam os professores em aproximadamente oito aulas diárias oferecidas no estúdio para três níveis diferentes de alunos: básico, guerreiro espiritual (intermediária) e aulas abertas desafiadoras mas para todos os níveis. Todo terceiro domingo do mês a aula Masterclass é orientada para os que querem aprofundar a prática. Atualmente são cerca de 100 alunos freqüentando diariamente as aulas do estúdio.
300 kensal Road, unit 136 – w10 5BE – 44 (0) 20 8960 3999 –
metrô mais próximo: Westbourne park + onibus 23